1 de abril de 2010

Cheyenne Dog Soldier bust - Frank Miniatures





Estas são as fotos do busto finalizado! Por eu ter ficado alguns dias em casa sem trabalhar, consegui dar uma ripa danada nesta figura. Devo ter levado duas semana para concluí-la, mesmo com tantas penas. E o curioso é que não foram coladas todas as 168 penas que vieram no kit. Como disse em outro post, tive que fazer vários outros furos na cabeça dele, uma vez que poucos vieram com profundidade suficiente para colar direitinho, e ainda furar desde o início mesmo. Desta forma pude escolher onde furar, e depois de um tempo percebi que toda a área já estava tomada deles, e se eu fizesse mais alguns iria ficar demais. Além do fato de ter ficado com receio de não ter pena suficiente no final. Bem, foi ao contrário. Sobraram umas 10 ou 15. Vendo a forma como ficou, penso que a quantidade de penas está bem satisfatória, e se tivesse colado todas talvez ficasse cheio demais, sei lá.
No início pensei em pintar todas as penas e colá-las antes de pintar o resto do busto, pois achei que se algo desse errado neste processo poderia estragar com todo o resto, me levando a ter que refazer uma ou outra coisa. Mas depois desisti, acabei pintando as penas por último. E penso ter tomado a decisão correta.
Para as penas usei tinta preta fosca da Acrilex, número 520. Para as luzes misturei branco com um pouco de Bright Red, da W&N, fazendo um rosa. Ai foi só fazer um dry de leve em todas elas.
Até mais!

27 de março de 2010

Mais atualizações no cheyenne Dog Soldier





Aqui estão elas. Pintei a roupinha toda, e agora partirei para as luzes e sombras. O rosto está 100% pronto. Neste caso não fiz luzes, só as sombras, já que a cor base do rosto é branco, ao fazer sombras de algumas tonalidades consegui um resultado satisfatório.
Para fazer o couro desta bandana usei a tinta "Leather Belt" da Panzer Aces, número 312. Por cima apliquei um dry com tinta preta à óleo em tudo, bem de leve. Deixei mais escuro em alguns lugares para dar um aspécto de manchas. Na verdade nem sei porque fiz tudo isso já que as 168 penas que serão coladas alí certamente irão cobrir todo o espaço. Mas vai saber, né? Vai que aparece um teco? Preferi me garantir.
O próximo passo será pintar o colar, fazer luzes e sombras em tudo e começar a pintar as penas.
Abs!!

Adiantando o Cheyenne Dog Soldier





Bem, comecei a pintar o busto. Fiz a pele, os olhos e comecei a pintar a "roupa". Segundo as indicações que vieram na folhinha, ela pode ser vermelha ou com tons de terra. Preferi a primeira opção para deixar mais colorido, achei que se fosse em tons terrosos iria ficar muito próximo com o tom da pele, o que deixaria o busto mais monocromático. O branco e o preto também vieram de referências, e apesar de ter ficado com as cores do meu São Paulo Futebol Clube, foi totalmente sem querer e seguindo dados históricos com rigor.
Na verdade eu estou um passo a frente na pintura do que mostra nestas fotos. Decidi fazer uma pintura de guerra. Demorei um pouco para encontrar uma referência mas achei uma bem legal. Mostrarei este e outros avanços no post a seguir.
Até mais!!

19 de março de 2010

Cheyenne Dog Soldier bust em construção - 1:10 - Frank Miniatures


Este é o meu novo trabalho, um lindo busto do escultor Carl Reid. Retrata um temido e respeitado guerreiro Cheyenne, um Dog Soldier (para saber a respeito deles, quem eram e o que faziam e ver algumas fotos, clicar em Biografias e conflitos, dentro do ítem "Um pouco de história", link que fica logo aqui na direita.

Bem, sobre este busto o que posso dizer é o seguinte. Vem em uma caixa de papelão das mais simples, e um papel sulfite vem colado na tampa da mesma com 4 fotos de ângulos diferentes, em preto e branco. Procurei saber porque não foi feito um box art mas não descobri. Dentro da caixa, dois embrulhos e mais uma folha com algumas explicações sobre a figura e um guia para se pintar, com que cor e etc. Em um embrulho tinha o busto e mais uma peça, ambas de resina de qualidade com poucas marcas de molde, mas bem fáceis de serem removidas. No outro pacote encontrei dois envelopes destes de zip. Em um pude contar incríveis 160 penas. Isso mesmo, 160. No outro envelope, 8 penas maiores (que serão uma espécie de espinha dorsal do "chapéu", e mais duas peças.

Postarei os avanços tão logo consiga.

21 de fevereiro de 2010

Warshirt de Crazy Horse


Esta foi a minha referência para fazer o Sioux Indian. Assim como as penas, usar uma roupa adornada com fios de cabelos de inimigos retirados à força pelo escalpo trazia prestígio e mostrava a bravura daquele guerreiro. Precisava ser muito macho para chegar perto de um cara destes, heim? Ou então ser muito amigo, hehe

Sioux Indian - 1:10 - Young Miniatures






Este é sem dúvida um busto fabuloso. Uma escultura perfeita, rica em detalhes, uma pose bastante interessante e com uma expressão facial linda. Não podia deixar de pintar uma obra de arte como esta.
O trabalho foi feito em duas etapas, separadas por uma escultura que estava fazendo de um outro busto. Posto as fotos do cacique Afukaka da tribo kuikuro mais para frente.
A sugunda etapa foi, na verdade, para ajustar alguns detalhes e terminar outros. O cabelo, por exemplo, foi uma das coisas que terminei por último.
Usei tintas de várias marcas, como Vallejo e Model Master. Rembrandt e W&N para as tintas óleo.
Bustando referências de warshirts na internet, encontrei uma que foi usada pelo grande chefe sioux Crazy Horse (veja no outro post). Atenção para estes "fios" pretos dependurados, são cabelos retirados pelo ato do escalpo. Na sequência, a minha pintura.

20 de janeiro de 2010

Sioux Warrior - mais fotos





Sioux Warrior - 54mm - Andrea Miniatures






Este foi um trabalho que me deu muito prazer. Foi a segunda figura 54mm que pintei depois de alguns bustos, ou seja, estava com um certo medo de encarar uma escala tão menor. Mas fui em frente e, na medida que os passos foram sendo dados, oba!, estava se tornando bom demais.

Achei uma escultura fantástica, vários detalhes bem feitos e rosto na medida certa.
Como de costume, usei tintas acrílicas para pintar a figura toda. A pele, depois da base, fiz com tinta óleo. O terreno foi feito com cascalho de aquário moido em uma cumbuca. Depois tiro algumas fotos para mostrar o passo-a-passo disto. Gosto de fazer desta forma porque as pedrinhas nunca ficam do mesmo tamanho e algumas chegam a virar pó, o que é bem bacana para dar a textura de terra. Desta forma pude completar a base de metal que veio junto da figura de forma natural e sem que a textura do terreno ficasse diferente.

Tive a idéia de deixar parte do terreno alagado, algo como se um rio estivesse alí perto. Para isso usei uma tinta da marca Hobby Cores de nome Clear Smoke (HCT-06). Ela pode ser usada para vidros de carros e afins para simular um vidro com insufilme, pois é transparente. Apliquei com pincél nas partes que escolhi em grandes porções de maneira que ficasse parecendo uma poça. E a vegetação é natural, "roubada" do jardim da minha sogra.
Grande abraço!

14 de janeiro de 2010

Os Sioux


A primeira vez na história que se teve notícia dos Sioux foi em Jesuit Relation, 1640, quando foram viver no que é hoje o estado de Minnesota. Documentos indicam que eles haviam se mudado há algum tempo vindos do Nordeste. Foram notados em 1678 pelo explorador francês Daniel Duluth e em 1680 pelo Padre Louis Hennepin.

Os Sioux se tornaram amistosos com os britânicos após a queda do poder francês, e os apoiaram contra os Estados Unidos na Revolução Americana (com exceção de um chefe, Tohami, também conhecido como Moose Rising) e na Guerra de 1812. Em 1867 foi feito um tratado com os Estados Unidos, onde os Sioux aceitaram ceder uma grande parte do seu território, e ainda concordaram em se retirar para uma reserva na PB Dakota antes de 1876. A descoberta de ouro em Black Hills trouxe resistência por parte de alguns chefes, como Sitting Bull, Red Cloud, Rain in the Face, Crazy Horse, American Horse e Gall. Nesta revolução ocorreu a última atuação do General George Armstrong Custer. O último grande conflito que os Sioux participaram foi a batalha de Wounded Knee, em 29 de dezembro de 1890, que resultou no massacre de mais de 200 indios americanos.

As principais atividades econômicas dos Sioux giravam em torno da agricultura, onde a plantação de milho possuía expressivo destaque. Além disso, realizavam atividades de caça a animais de grande porte como os búfalos e bisões. A caça desses animais envolvia uma grande preparação capaz de exigir a participação de aldeias inteiras. A carne obtida desse tipo de caça era dividia entre as famílias participantes, os ossos utilizados para o artesanato e fabricação de armas e o couro para a confecção de roupas e tendas.

A Dança do Sol era um dos mais importantes rituais praticados pelos povos sioux. Nessa cerimônia havia um processo de autoflagelação em que os participantes cravavam estacas pontiagudas na pele, que ficavam presas a um poste de madeira através de uma tira de couro. Depois disso, ficavam várias horas do dia dançando em torno desse poste, até que a pele se desprendesse da estaca. Nesse momento, o ritual alcançava seu ponto máximo com o contato com os seres do mundo espiritual.

Atualmente, os remanescentes dos sioux se reduzem a pequenas populações que vivem nos estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul.

Sioux Chief - 1:10 - Harton Miniatures





Outro busto, mais um índio. Impressiona pela quantidade de peças, não? Só de penas são 58. Quatro peças são de resina e o resto de metal. Algumas linhas de molde foram encontradas por todas as peças, principalmente nas penas. Mas nada que umas duas horas não dessem conta. Aqui eu utilizei tintas acrilicas de diversas marcas e óleo para a pele, inclusive nas pinturas de guerra.

Gd abraço